
Essa semana estive em Brasília para participar, como convidada junto com Letícia Portugal, da reunião da Comissão de Educação do Senado Federal com o Ministro Mercadante.
Saímos do Rio de Janeiro rumo a Capital Federal na segunda à noite, com conexão em Campinas. Ao chegarmos em Campinas fomos avisadas que a reunião havia sido cancelada pelo ministro.
Na terça logo bem cedo fomos para o Senado para tomar conhecimento das providências que seriam tomadas. Uma coletiva de imprensa aconteceria caso a reunião não se realiza-se. Quase a tarde fomos informadas de que a reunião estaria mantida, mudaram o horário três vezes, o que nos causou grande transtorno para avisar a todos. Chegamos no ministério às 16h, horário marcado para a reunião, porém seu início se deu com atraso.

Estiveram presentes o Senadores Cyro Miranda (PSDB/GO), Inácio Arruda (PCdoB/CE), Lindberhg Farias (PT/RJ), Deputado Federal Alessandro Molon (PT/RJ), Deputado Estadual Robson Leite (PT/RJ), Sr. Júlio Linhares Secretário da Comissão de Educação do Senado, Sr. Jorge Messias e o Sr. Pedro Leitão, nossos velhos conhecidos.
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Expomos mais uma vez a situação periclitante das nossas Universidades e cobramos solução por parte do ministério, pedimos a saída da Galileo de ambas instituições e questionamos porque o ministério autorizou os vestibulares, todos os presentes julgaram essa atitude uma irresponsabilidade por parte do ministério, que justificou a atitude:
"A Galileo assinou um termo de saneamento conosco e se não autorizássemos estaríamos assinado a falência das instituições." Porém deixar que jovens cheios de esperança entrem num barco afundando para se afogar é um ato de irresponsabilidade e covardia, é autorizar mais problema para solucionar. Lembrando que a punição para o não cumprimento do termo de compromisso que a Galileo assinou com o MEC é o descredenciamento, sempre apontado pelo ministério como a saída para as instituições.

O ministério também justificou sua posição não favorável a "devolução'' da mantença a SUGF. Primeiramente segundo eles isso é uma decisão que deve ser tomada via judicial, o Ministério da Educação não pode intervir em uma transação financeira e a empresa requerente segundo eles parece não possuir saúde financeira suficiente para sanar a divida altíssima. Lembrando que passaram a mantença para a Galileo por não possuir mais condições de manter a Gama Filho, além de parecer haver obscuridade nas transações financeiras da época de sua mantença.

Até o momento o ministério alegava não poder intervir por falta de amparo legal e repetiu esse mesmo discurso no início da reunião, logo após foi apresentado o estudo feito pela consultoria do senado que contém toda a legislação existente para esse caso. Já pelo final da reunião eles admitiram poder intervir de algumas formas diferentes, porém aquele problema do aporte de recursos veio a tona e foi usado como justificativa para não intervir. Tenho de reconhecer, um BILHÃO de reais é muito dinheiro, porém porque o Governo Brasileiro que intervem e empresta dinheiro, com prazos a perder de vista, a bancos e grandes empresas no mínimo sinal de turbulência financeira, deveria fazer o mesmo quando se trata-se de instituições educacionais, julgo ser a educação muito mais importante que qualquer outro segmento, pois esta é a base de todo ser humano, de todo profissional e de toda empresa, não defendo entregar dinheiro público a uma empresa irresponsável e descomprometida com a educação como a Galileo, pelo contrário acho que essa empresa não merece crédito algum, essa deveria ser uma ação casada com a saída dessa empresa das instituições de ensino. Tenho ainda a esperança de que esse governo cumpra com o que afirma desde o governo Lula, que educação seria sua prioridade, pois como eu disse na audiência pública
" Um governo e um país que não valoriza a educação, em todos os níveis, está fadado a falência."

A reunião com o Ministro foi breve devida a sua agenda apertada, ao final ele se colocou aberto a propostas de ações que o ministério pudesse tomar e pediu que nós encaminhássemos. Os senadores que estão de frente deste caso estão estudando medidas cabíveis.
Temos ainda na nossa Presidenta Dilma, a esperança de que ela nos receba, pronuncie-se sobre o caso e que o governo dela intervenha a nosso favor.
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Créditos das fotos: Leonardo Sussuarana - Assessoria senador Cyro Miranda
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