quarta-feira, 22 de maio de 2013

Reflexão sobre a política de hoje




Essa semana iniciei a leitura do livro LINCOLN que no início descreve a corrida presidencial da qual Abraham Lincoln saiu vitorioso.

Na época em que viveu toda ou boa parte da população era interessada pela política. Abraham Lincoln percorreu vários municípios do estado que residia, acompanhando o juíz itinerante. Nos lugarejos onde chegava multidões de moradores esperavam por ele e o convidavam para discursar.
O Senador Seward que fora seu adversário, era admirado por quase todos da região (Aubrun/NY), pela capacidade intelectual, pela integridade e por sua coragem política. O Senador se interessava de verdade pelas pessoas, procurava saber sobre a família de cada um e sobre os mais infimos detalhes de sua vida, preocupando-se com ajudar e resolver seus problemas. Sempre que Seward fazia um discurso importante no Senado, as galerias lotavam, pois o público se sentia invariavelmente fascinado não só pelo poder de seus argumentos, como também pela capacidade de persuasão e de sua exuberante personalidade.

Salvaguardando a questão do espaço e do tempo e as caracteristicas do povo. O fato à cima deveria servir como exemplo para os políticos e o povo brasileiro.
Na sua grande maioria, os políticos nãos tem essa postura preocupada com a população, é claro que existem exceções e que nossas cidades são muito maiores do que as existentes nos EUA em 1850, o que impossibilita conhecer cada cidadão, porém hoje em dia existem meios disponíveis para conhecer os problemas de cada lugar e procurar soluciona-los.
Não posso aqui criticar somente o sistema, tenho de também críticar a postura do povo que não se interessa pela política e não procura saber a verdade sobre o que acontece em seu país. As galerias do parlamento na maioria das sessões encontram-se vazias. Sei que não há tempo para frequentar assiduamente as galerias, contudo hoje é possível também acompanhar a política pela televisão e pela internet, naquela época a política era feita dos discursos que eram publicados nos jornais e para acompanhar algo era necessário ir as galerias do parlamento.

Se o povo não mudar sua postura e passar a escolher melhores representantes, a cobrar, fiscalizar e se fazer presente, bem como se politizar, a política do país não mudará. Porém também é necessário o surgimento de políticos que estejam engajados com a melhoria da educação para que o povo possa ser instruido e que mudem a forma de fazer política, fazendo assim com que o povo acredite nesta.
Precisamos de uma reforma política já.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

125 anos da abolição da escravidão


Brasil, este país de dimenções continentais,  foi construido por esse povo de fibra e força que foram arrancados de sua pátria e trasidos para cá, essa foi a maior migração forçada da história, o Brasil recebeu 4 milhões de africanos que deram sanguem, suor e lágrimas para a construção dessa nação.

-1810, Dom João VI foi forçado pela Inglaterra a assinar um tratado no qual se comprometia realizar a gradual abolição do comércio de escravos. Se inicava a luta abolicionista que duraria 78 anos.
-1826, a Inglaterra, mais uma vez, forçou Dom Pedro I a assinar um tratado que proibia de vez o tráfico negreiro, em reconhecimento a independência do Brasil (haviam, claramente, interesses econômicos).



É 13 de maio de 1888, domingo, amanhecem no Rio de Janeiro os abolicionistas e em Petrópolis amanhece Princesa Isabel que certa da vitória, vem para o Rio de Janeiro e aguarda no Paço Imperial o momento para assinar a Lei. Acontece no Senado do Império a última votação. 
A Princesa sanciona a Lei Áurea e é saudada por vivas e aplausos de uma multidão que se aglomerava em frente ao Paço.

"Vossa Alteza libertou uma raça, mas perdeu o trono"
                                                                               
                                                                                     Barão de cotejipe

"Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil"
                                                                                           
                                                                                                   Princesa Isabel

Princesa Isabel tambem votou a favor à Lei do ventre livre como senadora do parlamento, financiou quilombos e refúgios de escravos com o fim de libertá-los.

E estudos recentes revelam que a Princesa defendia a indenização dos ex-escravos, posibilitado pela doação do Visconde de Santa Victória, Braço direito do Barão de Mauá, com recursos do Banco Mauá para assenta-los em terras capazes de produzir o seu sustento. O projeto não pode ser efetivado pois a república proclamou-se pouco tempo depois.
Como a república não implantou o projeto temos hoje a discriminação racial  social e econômica da raça negra.



É preciso uma nova abolição.


É preciso um novo movimento para libertar um boa parte do povo brasileiro. Nas cidades pessoas estão sendo "trancadas" nas favelas com as palavras e ações de alguns, querendo incutir a idéia de que é bom morar em favela. O que tem de ser dito é que são as pessoas que devem ser valorizadas dando-lhes condições para que possam viver dignamente, em lugares realmente urbanizados.

No campo em outras partes do Brasil, eles são levados para trabalhar longe de casa, ao chegar já estão endividados o salário não consegue pagar, precisam comer, vestir e dívida só aumenta.
O ministério público do Trabalho e o Ministério do trabalho, resgatam esses escravos modernos que trabalhavam em fazendas do interior do país. Antes a escravidão era por cor agora ela é por pobreza.
Hoje a escravidão é econômica, política e social.



Camélia símbolo do abolicionismo

Em 13 de maio de 1888 a abolição apenas começava e até hoje não terminara.

Liberdade

Igualdade

A escravidão no Brasil terminou, ou aumentou?

Se querem que as pessoas acreditem que morar em favela é bom, é porquê talvez tenham medo que elas enxerguem outras realidades e tenham seus direitos garantidos e que assim possam se libertar.





Sessão do senado que aprovou a Lei Áurea.
Projeto de Lei de autoria do ministro da agricultura Rodrigo Augusto da Silva, de ordem, de sua Alteza a Princesa Imperial.
Em apenas duas seções (9 e 10 de maio) o projeto foi debatido e aprovado na Câmara geral, entre os deputados que aprovaram a Lei Áurea estavam os futuros presidentes: Rodrigues Alves e Afonso Pena.
No senado o projeto de Lei foi discutido também em dois dias (12 e 13 de maio), aprovado por todos os senadores com exceção do barão de Cotejipe


domingo, 12 de maio de 2013

Gigante pela própria natureza



Andei fazendo as contas do que o meu país me tirou e do que o meu país me deu. Simplesmente não é justo.
Já cedo, o Brasil tirou a minha mãe. Isso eu vim entender muito depois, mas sim... o Brasil tirou de mim uma das pessoas que com certeza eu mais teria amado na minha vida, se tivesse tido tempo pra isso. Num país de verdade, não existe dengue. Isso eu só entendi muito tempo depois.
Depois, o Brasil aos poucos tirou de mim a diferença. Em que sentido? É que simplesmente ficou normal ver a miséria e, simplesmente, ser indiferente. Afinal, aqui a miséria se esconde em cada virada de esquina, em cada viaduto, em cada entrada de metrô... E a educação simplesmente não é levada a sério. Num país de verdade, não se desenvolvem políticas de miséria e nem se gasta com educação. Um país de verdade entende que educação nunca é um gasto, mas sim o maior investimento em uma nação, uma arma pra acabar com a tal miséria e talvez até quem sabe, com essa minha indiferença. É só que, depois de um tempo, você passa a agradecer o conforto e as coisas que tem e esquece de quem não tem nada.
Depois o Brasil acabou com meus sonhos. Eu sempre achei que seria músico. Só que depois de um tempo, vendo tudo errado, você endurece e sem perceber não consegue mais escrever músicas falando das coisas que você sempre prezou: força, honestidade, humildade, respeito. No Brasil isso tudo é muito raro. E todos fingem apenas não ver.
Fui fazer medicina, afinal, é uma das poucas coisas no Brasil em que se ganha menos mal. Penso que talvez a Medicina seja uma forma de praticar o que eu gostava de escrever (força, honestidade, humildade, respeito), já que escrever, como disse, já não pertence mais a mim.
Até isso o meu país quis me tirar, a medicina. Como? deixando a educação nas mãos das piores pessoas que um país pode produzir. Pessoas que não ligam em acabar com uma universidade e junto com isso, com o futuro de 20 mil pessoas por um único motivo: dinheiro, muito dinheiro. No Brasil, a mercadoria chamada educação, é cedida a quem paga mais.
A conta simplesmente não bate. Até porque, o que eu ganhei, eu não queria ganhar. E mesmo assim me pego tendo esperança. Juro que as vezes tenho raiva dessa esperança. Até que me consolo pensando que eu não gosto do Brasil e do que ele representa. Não, eu não tenho porque gostar. Mas o povo brasileiro, esse sim merece respeito. Se o povo é burro é porque não estudou, se tem fome é porque não estudou, se não tem trabalho é porque não estudou e se não estudou não foi por que não quis. Quase sempre não. Educação aqui é uma mera formalidade. Um "mero direito constitucional". E constituição aqui é "balela".
Apesar disso tudo, pessoas saem pra trabalhar as 4 da manhã, pegam um trem lotado, voltam tarde da noite em um trem mais lotado ainda, pra ganhar um salário. E conseguem manter uma família assim. As vezes formam filhos assim. Essas pessoas sim merecem admiração. Até por que, aqui ninguém é filho de nenhuma pátria mãe gentil, mas ainda assim... um filho do Brasil nunca foge à luta.


Por Rodrigo Rocha Mion

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Estatuto da Juventude







O Estatuto da Juventude foi aprovado no plenário do Senado dia 16/04.
Como o texto passou por alterações no senado, agora está sendo apreciado pela Câmara dos deputados, onde havia sido aprovado em 2011.


O estatuto estabelece direitos para jovens entre 15 e 29 anos.
Divididos em: Jovem-adolescente (15 a 17 anos), Jovem-Jovem (18 a 24 anos) e Jovem- adulto (25 a 29 anos), garante a meia-entrada em eventos culturais e esportivos para estudantes que comprovem matrícula em instituição de ensino com o uso da carteirinha expedida preferencialmente pela UNE, Ubes e a Associação Nacional de Pós-Graduandos. A meia-entrada não se estende aos jogos da Copa do Mundo de 2014, nem às Olimpíadas de 2016, cujas entradas são reguladas pela Lei Geral da Copa.
Foi aprovada emenda que limita a concessão do benefício da meia-entrada a 40% do total de ingressos disponíveis para cada evento.
O texto ainda garante a meia-passagem e a gratuidade no transporte interestadual para jovens carentes, e veda a participação de jovens menores de 18 anos em propagandas de bebidas com qualquer teor alcoólico.

A aprovação do estatuto é um luta de quase 10 anos da união nacional dos estudantes.




   Reunião no senado (dia 03/04/2013)
"Uma sociedade só é democratica
quando ninguém for tão rico
que possa comprar alguém
e ninguém seja tão pobre
que tenha de se vender a alguém."
         
                                             Rousseau

O analfabeto político



O pior analfabeto, é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha
Do aluguel, do sapato e do remédio
Depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que
Se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil,
Que da sua ignorância nasce a prostituta,
O menor abandonado,
O assaltante e o pior de todos os bandidos
Que é o político vigarista,
Pilanta, o corrupto e o espoliador
Das empresas nacionais e multinacionais.


Bertold Brecht

Ampliação da licença a maternidade e paternidade


No mês que comemora-se o dia das mães aumenta o debate sobre ampliação da licença a maternidade.

Existem algumas propostas de emenda constitucional tramitando no congresso nacional, algumas dessas propostas fazem a ampliação porém mantem a denominação, licença gestante, que está na constituição de 1988, que não estende esse direito as mães adotantes.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou essa semana um proposta de emenda constitucional ampliando a licença a maternidade de 120 para 180 dias e a licença paternidade a 15 dias, além dessa, ele apresenta um proposta de alteração da consolidação das leis do trabalho, onde a licença a paternidade é de um dia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a vantagem da licença a maternidade de 180 dias, consiste em melhorias tanto para a saúde do bebê como para a saúde da mãe, que teria mais tempo para ampliar seus vínculos afetivos. A Organização Mundial de Saúde orienta que o aleitamento materno ocorra por pelo menos seis meses, o que ajuda a reduzir o risco de desenvolvimento de tumores de mama e de ovário e também evita a obesidade pós-parto. Aos seis meses a confiança no bem estar da criança é maior, pois ela não dependerá somente do leite materno.

O caso dos pais ainda é mais complexo. A lei vigente prevê um prazo de cinco dias contados a partir do nascimento da criança. Porém, para muitos especialistas esse tempo é pouco, o pai precisa estar presente ao lado da mãe nesse momento de adaptação e aprendizado, além de ser importante para o bebê, uma vez que estudos científicos comprovam que a presença do pai influencia positivamente no crescimento da criança como fonte de estímulos sensoriais para o desenvolvimento do seu cérebro.
A licença paternidade não é um benefício assistido pela Previdência Social, é um direito remunerado de responsabilidade da empresa, ou seja, enquanto o pai estiver em licença paternidade, a empresa é responsável pelo pagamento dos dias ausentes.
Muitos pais costumam tirar férias no mês previsto para o nascimento da criança. Quando isso acontece  e o bebê nasce durante as férias, a licença paternidade de cinco dias é acrescida ao período de férias, totalizando 35 dias. Porém, o funcionário deve avisar a sua empresa sobre o nascimento, para que possa usufruir da licença sem problemas posteriores.