terça-feira, 18 de agosto de 2015

Diário de Brasília

Na semana passada estive com um grupo de estudantes em Brasília, visitamos gabinetes na Câmara dos Deputados e no Senado, e fomos ao FNDE.
Fomos buscar o apoio dos parlamentares e também atualiza-los dos novos acontecimentos.
Eles podem pressionar o governo a resolver toda confusão que vem ocorrendo com o programa.

No FNDE fomos buscar respostas e também pressiona-los.
- Não haverão mais vagas para esse semestre. Foram 61 mil e 500 vagas.

- Várias universidades não receberam o repasse referente ao semestre passado. O governo não tem dinheiro suficiente pata pagar tudo e busca um acordo com as instituições que reajustaram a cima de 6,41%

- O sistema já está aberto para aditamento, que irá até dia 31/10.
Porém as universidades também precisam liberar o aditamento. Algumas só farão isso quando receberem o repasse referente ao semestre passado.

- Quem tiver algum problema deve procurar a ouvidoria do FNDE.

- E a instituição que reajustar a mesalidade a cima do acordado com o governo, após o acordo, não poderá obter novas vagas no FIES.


Precisamos continuar pressionando e mantendo os parlamentares informados do que vem ocorrendo para que eles possam fazer a parte deles.








                                            
        Arquivos — Portal da Câmara dos Deputados

sábado, 24 de janeiro de 2015

Brasil, Pátria Educadora. Sonho ou ilusão?

No primeiro dia deste ano assistimos a posse do segundo mandato de Dilma Rousseff, onde foi anunciado o lema: Brasil, pátria educadora. Quatorze dias depois assistimos, não surpresos, a triste notícia de que 529 mil pessoas zeraram a redação do ENEM. Anterior a isso foi anunciado o corte de 7 Bilhões da Educação Brasileira. 
Se está ruim, isso nos faz crer que ficará pior!
No ano de 2014 os brasileiros foram invadidos pelo sentimento de esperança, esperança de um país melhor, esperança de um Brasil diferente. Mas 2015 começa com um sentimento de medo, como se tivessem tomado um susto na virada do ano.
O nosso país vem adiando a mais de 100 anos priorizar a educação. Está comprovado que a saída para o progresso ocorre através da educação. Mas o Brasil insiste em sacrificar geração após geração, não investindo no ensino, assassinando assim os sonhos e o futuro da nossas crianças,  dos nossos jovens, do nosso país. Não é recurso que falta ao país, falta prioridade, boa vontade e fiscalização, para que os recursos não sejam desviados de suas finalidades! 
A situação nas nossas escolas é alarmante. Muitas crianças e jovens estão sem rumo, não existe estímulo que as façam querer estudar. Mas ninguém pode culpá-las, pois são vítimas do nosso sistema falido. As dependências das nossas casas educadoras são,  em maioria, incompatíveis com o progresso. Professores, também não possuem estímulo algum. Pois são desrespeitados, dentro das salas de aula e fora delas. Quem tem nas mãos o futuro da nação não pode receber tão pouco, por tão nobre missão. 
Certa vez, Dom Pedro II, que foi imperador do Brasil, Declarou: " Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro." Parece que o Imperador entendia o que aqui quero dizer. Mas já não fazem governantes como Pedro de Alcântara. 
Estudantes chegam ao ensino médio sem saber efetuar as operações matemáticas básicas. Os professores não podem reprovar mais de 10% da turma quando, em vários casos, apenas 10% seriam aprovados. Se fizerem isso serão reprimidos. 
Pátria Educadora, anuncia um compromisso do governo com a educação, mas o governo começa mal cortando o orçamento em 7 Bilhões. Reduzindo o orçamento de um programa importantíssimo como o FIES. São necessários 15 Bilhões somente para manter aqueles que já são contemplados pelo programa. Porém o previsto no orçamento são apenas 12 bilhões. Gostaria de acreditar no lema, mas as atitudes do governo não sustentam tal crença. O Brasil deveria aprender com a Finlândia, um pequeno país europeu que decidiu priorizar a educação quando tinham bem pouco, pois sabiam que no futuro os frutos seriam de progresso e os outros problemas assim seriam solucionados. 
A fórmula que o Brasil adota serve para afundar cada vez mais a nação. Sou, claro, oposição ao governo. Mas de forma alguma a oposição quer que o pior aconteça. O nosso papel é fiscalizar o governo, alertar para o que estiver errado e cobrar o certo; o melhor para a nação. 
Que um dia o Brasil possa ter governantes que entendam a importância da educação e a priorize, pois da forma como vêm fazendo, colocando a educação num limbo, chafundarão a pátria num pego mortífero onde será carcomida pelos lúgubres vermes da insanidade governamental.